Foi nos anos 90 que o cinema completou um século de existência e foi neste período que essa plataforma deu ponta o pé inicial para uma radical transformação de seu conceito, principalmente nos sistemas analógicos de áudio e imagem são substituídos por sistemas informatizados.

A indústria cinematográfica atual é um mercado exigente e promissor para diferentes áreas do saber. O cinema começa ser exibido na TV mas com alto delay. Com o passar dos anos a tecnologia de transmissão foi aumentando (os filmes passaram a ser exibidos em HD e até em 3D) e o delay da televisão, principalmente da aberta, foi diminuindo.

Os games também tem uma grande participação na história do cinema isto por que os roteiristas, diretores, escritores e cineastas começam a ir para a indústria do game para criar uma narrativa nos jogos. Mas não é só através dos games que as histórias do cinema se difundem existem várias outras plataformas por onde esses conteúdos podem transitar. Alguns exemplos de transmídia são:

Street Fighter – The Legend of Chun-Li (2009)
Hitman – Assassino 47 (2007)
Lara Croft – Tomb Raider (2001)
  

| Cinema brasileiro

Para além do fato de que o cinema brasileiro é um cinema cada vez mais jovem, no sentido da quantidade de cineastas estreantes que não necessariamente chegarão a um segundo ou terceiro longa-metragem, sem ser necessariamente assimilados pelo mercado, temos tido, em projetos mais comerciais, um investimento significativo em filmes que apelam constantemente à realidade, renovando seus códigos realistas e intensificando seus efeitos de real – quando a linguagem, segundo Roland Barthes, desapareceria como construção para surgir confundida com as coisas, em que é o próprio real que parece “falar”.

Nesse panorama de obras que buscam sua legitimação e autorização prévias na reconstrução ou representação de fatos de nossa história recente e de personagens preexistentes – caso dos bem-sucedidos, em matéria de público, Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Cazuza (Sandra Werneck, 2004), Olga (Jayme Monjardim, 2004), Carandiru (Hector Babenco, 2003) e Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002), marco do gênero –, podemos acrescentar o atual fenômeno de bilheteria Chico Xavier (Daniel Filho, 2010), o fenômeno de pirataria Tropa de Elite (José Padilha, 2007), cuja continuação, Tropa de Elite 2, acaba de ser lançada nos cinemas, o êxito não previsto de Meu Nome Não É Johnny (Mauro Lima, 2008) e os projetos cujas expectativas de público foram frustradas, caso de Lula, o Filho do Brasil (Fábio Barreto, 2009), Jean Charles (Henrique Goldman, 2009), Salve Geral (Sergio Rezende, 2009) e Última Parada 174 (Bruno Barreto, 2008).
Somam-se a esse quadro outras obras que, de diferentes modos, mobilizam e constroem códigos realistas, às vezes reproduzindo clichês, outras criando um universo de força própria, em que a linguagem é explicitada ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, tende a se “apagar”, caso de Mutum (Sandra Kogut, 2007), A Casa de Alice (Chico Teixeira, 2007), A Via Láctea (Lina Chamie, 2007), Deserto Feliz(Paulo Caldas, 2007), Baixio das Bestas (Cláudio Assis, 2007), No Meu Lugar (Eduardo Valente, 2008),Linha de Passe (Walter Salles, 2008) e Os Inquilinos (Sérgio Bianchi, 2009), apenas para citar alguns títulos que, em meio a tanta diversidade, compartilham essa “pegada realista”, muitas vezes em função da introjeção, pela linguagem, do descontrole e da desorientação dos personagens.

Se o cinema “baseado em caso real” é tão rentabilizado entre nós, é preciso dizer que esse não é um fenômeno recente. Ao longo dos últimos cem anos, se há algo recorrente em nossa cinematografia é o vínculo profundo com a realidade imediata e a produção baseada em algum aspecto da violência social e urbana, quando, historicamente, os crimes de grande repercussão pública tornavam-se matérias-primas de narrativas impressas e audiovisuais, nas crônicas policiais dos jornais ou no cinema nascente.Perseguindo o efeito de autenticidade do realismo em suas diversas fases, o cinema brasileiro, desde Rocca, Carletto e Pegatto na Casa de Detenção (Antonio Leal, 1906) e Os Estranguladores(Francisco Marzullo, 1908), passando pela tradição do bandido-herói em Lúcio Flavio – o Passageiro da Agonia (Hector Babenco, 1976) e pela perspectiva policial em Eu Matei Lúcio Flávio (Antônio Calmon, 1979), chega a Tropa de Elite, filme que retoma a rara presença da ótica policial em nossa cinematografia ao assumir o ponto de vista e a narração em primeira pessoa do Capitão Nascimento – opção estética e dramatúrgica criadora, na ausência de um contraponto crítico no interior do filme, de todos os problemas éticos, estéticos e políticos que fizeram do filme um exemplo paradigmático.
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A origem do cinema está relacionada com a antiga necessidade do homem em registrar o movimento, demonstrada pelo próprio surgimento da pintura na Antiguidade. Ao longo do tempo, diversas invenções e melhoramentos tecnológicos possibilitaram a criação de aparelhos capazes de captar e registrar o movimento. Entre estes melhoramentos, podemos citar a câmara escura, princípio desenvolvido por Leonardo Da Vinci no século XVI, além da lanterna mágica, máquina criada por Athanasius Kirchner durante o século XVII que era capaz de projetar imagens desenhadas em lâminas de vidro.

No entanto, foi o fenômeno da persistência retiniana, descoberto pelo inglês Peter Mark Roger em 1826, além do desenvolvimento da fotografia por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce na mesma época que deram o pontapé inicial para a criação das filmadoras. A partir daí, diversos equipamentos foram idealizados ao longo do século XIX, até que em 1895 os irmãos Auguste e Louis Lumière criaram uma máquina capaz de registrar o movimento por meio do uso de negativos perfurados.
Embora a mesma funcionasse à manivela, dispensou a utilização de várias câmeras fotográficas para registrar a imagem, aspecto que a tornou a mais arcaica das filmadoras.

Os primeiros filmes da história do cinema eram bastante simples, filmados ao ar livre e se resumiam em ficções e documentários. Entretanto, vale ressaltar que todas as obras cinematográficas não tinham áudio, mas sim apenas a imagem.

| Primeiro filme

A primeira sessão de cinema ocorreu em 1895, no mês de novembro. Os irmãos Lumière (Auguste e Louis) foram os responsáveis por levar cerca de 20 pessoas para ver um trem saindo da estação e trabalhadores saindo da fábrica. As pessoas que assistiram a sessão, imaginavam que o trem iria passar da tela e chegar até a eles.

| Primeiro filme a ganhar um Oscar

A primeira cerimônia do Oscar (no original: First Academy Awards), apresentada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS), homenageou os melhores filmes de 1927 e 1928. O drama de guerra americano “Asas” (Wings) de 1927 foi o primeiro filme a receber a estatueta. As espetaculares sequências aéreas e o longo tempo de duração (139 minutos) representavam uma grande inovação para a época.

| Quando o som chegou ao cinema

No dia 6 de outubro de 1927, o mundo do cinema sofreu um terremoto, fazendo com que nascesse uma nova linguagem, a do cinema sonoro. Naquele dia estreava em Nova York “O Cantor de Jazz” (The Jazz Singer), pioneiro no filme com som sincronizado.
Com ampla publicidade, a Warner Bros anunciava o primeiro filme falado da história. Um grande número de pessoas lotou o cinema, trazendo uma enorme expectativa diante da novidade anunciada. Na tela surgia, em gigante, o rosto do ator lituano Al Jolson, pintado de negro, a extasiar a plateia com o som da sua voz a cantar. O cinema nunca mais seria o mesmo.

| Quando as cores chegam ao cinema

O lançamento do primeiro filme colorido fora feito, no ano de 1935, pelo estúdio Fox, e a obra em questão fora Vaidade e Beleza, de Rouben Mamoulian. O colorido acabou sendo uma tendência muito apreciada por produtores e também por cinéfilos, mas não impediu que o charme da fotografia preta e branca posse relegado pela preferência popular. Embora fossem produzidas uma boa parcela de filmes coloridos a partir desse ano, diversos autores permaneceram utilizando o processo preto-e- branco.

| Conhecendo mais sobre o cinema

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre algumas histórias do cinema, principalmente em sua época de crise, indicamos o livro: Como a Geração Sexo-drogas-e-rock'n'roll Salvou Hollywood. Abaixo a descrição do livro:
Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, George Lucas, Steven Spielberg, Robert Altman - eles fazem parte da geração de cineastas que reescreveu o script da Hollywood dos anos 70, com filmes como Bonnie e Clyde, Sem Destino, O Poderoso Chefão, A Última Sessão de Cinema e Taxi Driver, que se tornaram clássicos modernos e revolucionaram a maneira de conceber, produzir e fazer filmes. Em Como a geração sexo-drogas-e-rock'n'roll salvou Hollywood, Peter Biskind recria aquela 'década dos diretores', um dos períodos mais excitantes da história do cinema, que tem início com o lançamento de Sem Destino, no final da década de 60, e termina com Touro Indomável e uma Beverly Hills marcada pelo consumo de cocaína, já nos anos 80. Fundamentado em centenas de entrevistas com diretores, produtores, estrelas, agentes, roteiristas, executivos dos estúdios, esposas, ex-esposas e namoradas, esse é o relato mais completo sobre aquele universo comandado por jovens diretores em ascensão. Nunca tantas celebridades falaram com tanta franqueza umas sobre as outras ou sobre drogas, sexo e dinheiro, que levaram muitas ao fundo do poço - de onde jamais voltaram.
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Os fundamentos estéticos vivenciados no século XIX, entre público e artistas, no âmbito do teatro, foram desafiados e ampliados no século XX, expandindo-se em experiências e inovações teatrais. Naquele momento o “Naturalismo” cênico dominava as convenções teatrais, já que a ideia central desta estética seria a identificação de cada pessoa na platéia com os personagens, de forma que a atmosfera da cena lhes causasse uma espécie de simulacro, uma segunda realidade.

Anton Tchekhov
Em seguida, no início do século XX, novos movimentos e experimentações artísticas começaram a surgir em oposição às regras dominantes. Desses experimentos se destacam o Expressionismo alemão, o Teatro Épico, o Teatro da Crueldade e o Teatro do absurdo.

O melodrama burguês, no final século XIX, passa a privilegiar temas do cotidiano social e personagens comuns, rompendo com o idealismo romântico e fazendo surgir o Realismo. Anton Tchekhov (1860-1904) foi um dos representantes do Realismo, mostrando o dia-a- dia do povo russo, inovando no diálogo dramático e retratando o declínio da burguesia russa. Em suas obras destacam-se “A gaivota” e “O jardim das cerejeiras”.
Constantin Stanislavski

O Naturalismo Realista propõe um novo espaço para o diretor e o encenador. O russo Constantin Stanislavski (1863-1938) é o maior representante do “Naturalismo”, e chegou a criar um método específico de encenação/interpretação. No início do século XX, novos movimentos e experimentações artísticos começaram a surgir em oposição às regras dominantes. Desses experimentos se destacam o Expressionismo alemão, o Teatro Épico, o Teatro da Crueldade e o Teatro do absurdo.
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Teatro na Grécia Antiga


O teatro grego teve início em Atenas, na Grécia, por volta de 550 a.C., e surgiu a partir das celebrações realizadas sobretudo, para o Deus Dionísio, divindade das festas, fertilidade e vinho.

Nas celebrações Dionisíacas, que duravam cerca de uma semana, as pessoas bebiam, cantavam e dançavam. Com o passar do tempo, essas festas foram evoluindo na organização e elaboração, até chegar ao o que hoje conhecemos como o teatro, com enredo, atores, plateia, encenações, etc.

Inúmeros festivais de teatro fizeram parte da Grécia Antiga, e eram apresentados durante o dia todo e muitos duravam dias.

Com o passar do tempo, as procissões dionisíacas foram ficando mais elaboradas, e surgiram os "diretores de coro", os organizadores das procissões. O primeiro diretor de coro e dramaturgo foi Téspis, considerado o pai da tragédia por ter sido um dos pioneiros a usar o diálogo nas peças teatrais. Outros autores de destaque na época são Choerilus, Pratinas e Phrynichus, com destaque para Phrynichus, vencedor de competições e autor de tragédias com temas explorados mais tarde na era dourada do teatro grego, como As Danaides, As Mulheres da Fenícia e Alceste. 

| O apogeu do teatro grego

Depois da queda de Atenas e sua destruição pelos persas em 481 a.C. nas guerras médicas, não só o teatro foi reconstruído, mas como toda a cidade. Nesse período nós podemos perceber uma evolução muito grande do teatro principalmente nos enredos onde se destacariam a tragédia e a comédia.

| Tragédia

Do grego, o termo tragédia (tragoedia) é formado pelas palavras, “tragos” (bode) e “oidé”, (canção), e significa “canção ao bode”, uma vez que nas celebrações a Dionísio (Canto ao Bode), um bode era sacrificado para oferenda e ainda os homens se vestiam de sátiros.
Trata-se do gênero teatral mais antigo de todos, os qual estava baseado nas histórias trágicas e mitológicas, por exemplo, o medo, a morte, o terror. Ou seja, a tragédia é um gênero artístico que representa uma peça teatral (ou poema) com um final infeliz.

| Comédia

Do Grego, o termo comédia (komoidia) significava um “espetáculo divertido”. Trata-se, portanto, de um gênero teatral crítico baseado nas sátiras e que abordava diversos aspectos da sociedade grega de maneira cômica. Observe que ela era considerada pelos clássicos como um gênero menor, em relação à tragédia. Os júris da comédia não eram aristocratas como na tragédia, os quais estavam formados por três pessoas da plateia.

Para o filósofo grego Aristóteles, a tragédia era um gênero maior visto que representava os homens superiores, enquanto a comédia representava os fatos cotidianos e por isso, era representado por homens inferiores, ou seja, os cidadãos da Pólis.

| Arquitetura

A arquitetura dos teatros gregos possuía como mais destacada característica, as construções ao ar livre, chamados de teatro de arena. Em forma de meia lua, visando uma melhor acústica, eles possuíam uma grande plateia. Merecem destaque o Teatro de Delfos e o Teatro de Dionísio.

Muitas peças teatrais gregas são representadas até hoje visto a influência que tiveram no mundo. São elas:

"Édipo Rei" de Sófocles
"Prometeu Acorrentado" de Ésquilo
"As Troianas" de Eurípides
"As Vespas" de Aristófanes.

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