A origem do cinema está relacionada com a antiga necessidade do homem em registrar o movimento, demonstrada pelo próprio surgimento da pintura na Antiguidade. Ao longo do tempo, diversas invenções e melhoramentos tecnológicos possibilitaram a criação de aparelhos capazes de captar e registrar o movimento. Entre estes melhoramentos, podemos citar a câmara escura, princípio desenvolvido por Leonardo Da Vinci no século XVI, além da lanterna mágica, máquina criada por Athanasius Kirchner durante o século XVII que era capaz de projetar imagens desenhadas em lâminas de vidro.

No entanto, foi o fenômeno da persistência retiniana, descoberto pelo inglês Peter Mark Roger em 1826, além do desenvolvimento da fotografia por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce na mesma época que deram o pontapé inicial para a criação das filmadoras. A partir daí, diversos equipamentos foram idealizados ao longo do século XIX, até que em 1895 os irmãos Auguste e Louis Lumière criaram uma máquina capaz de registrar o movimento por meio do uso de negativos perfurados.
Embora a mesma funcionasse à manivela, dispensou a utilização de várias câmeras fotográficas para registrar a imagem, aspecto que a tornou a mais arcaica das filmadoras.

Os primeiros filmes da história do cinema eram bastante simples, filmados ao ar livre e se resumiam em ficções e documentários. Entretanto, vale ressaltar que todas as obras cinematográficas não tinham áudio, mas sim apenas a imagem.

| Primeiro filme

A primeira sessão de cinema ocorreu em 1895, no mês de novembro. Os irmãos Lumière (Auguste e Louis) foram os responsáveis por levar cerca de 20 pessoas para ver um trem saindo da estação e trabalhadores saindo da fábrica. As pessoas que assistiram a sessão, imaginavam que o trem iria passar da tela e chegar até a eles.

| Primeiro filme a ganhar um Oscar

A primeira cerimônia do Oscar (no original: First Academy Awards), apresentada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS), homenageou os melhores filmes de 1927 e 1928. O drama de guerra americano “Asas” (Wings) de 1927 foi o primeiro filme a receber a estatueta. As espetaculares sequências aéreas e o longo tempo de duração (139 minutos) representavam uma grande inovação para a época.

| Quando o som chegou ao cinema

No dia 6 de outubro de 1927, o mundo do cinema sofreu um terremoto, fazendo com que nascesse uma nova linguagem, a do cinema sonoro. Naquele dia estreava em Nova York “O Cantor de Jazz” (The Jazz Singer), pioneiro no filme com som sincronizado.
Com ampla publicidade, a Warner Bros anunciava o primeiro filme falado da história. Um grande número de pessoas lotou o cinema, trazendo uma enorme expectativa diante da novidade anunciada. Na tela surgia, em gigante, o rosto do ator lituano Al Jolson, pintado de negro, a extasiar a plateia com o som da sua voz a cantar. O cinema nunca mais seria o mesmo.

| Quando as cores chegam ao cinema

O lançamento do primeiro filme colorido fora feito, no ano de 1935, pelo estúdio Fox, e a obra em questão fora Vaidade e Beleza, de Rouben Mamoulian. O colorido acabou sendo uma tendência muito apreciada por produtores e também por cinéfilos, mas não impediu que o charme da fotografia preta e branca posse relegado pela preferência popular. Embora fossem produzidas uma boa parcela de filmes coloridos a partir desse ano, diversos autores permaneceram utilizando o processo preto-e- branco.

| Conhecendo mais sobre o cinema

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre algumas histórias do cinema, principalmente em sua época de crise, indicamos o livro: Como a Geração Sexo-drogas-e-rock'n'roll Salvou Hollywood. Abaixo a descrição do livro:
Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, George Lucas, Steven Spielberg, Robert Altman - eles fazem parte da geração de cineastas que reescreveu o script da Hollywood dos anos 70, com filmes como Bonnie e Clyde, Sem Destino, O Poderoso Chefão, A Última Sessão de Cinema e Taxi Driver, que se tornaram clássicos modernos e revolucionaram a maneira de conceber, produzir e fazer filmes. Em Como a geração sexo-drogas-e-rock'n'roll salvou Hollywood, Peter Biskind recria aquela 'década dos diretores', um dos períodos mais excitantes da história do cinema, que tem início com o lançamento de Sem Destino, no final da década de 60, e termina com Touro Indomável e uma Beverly Hills marcada pelo consumo de cocaína, já nos anos 80. Fundamentado em centenas de entrevistas com diretores, produtores, estrelas, agentes, roteiristas, executivos dos estúdios, esposas, ex-esposas e namoradas, esse é o relato mais completo sobre aquele universo comandado por jovens diretores em ascensão. Nunca tantas celebridades falaram com tanta franqueza umas sobre as outras ou sobre drogas, sexo e dinheiro, que levaram muitas ao fundo do poço - de onde jamais voltaram.

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